TRAMA CENTRAL
Em Amsterdã, a estudante Nanda conhece a marchand Olívia e acabam se tornando grandes amigas. Olívia está na cidade em lua-de-mel com o marido, Silvio. As duas descobrem forte afinidade por gostarem de arte e, num desses encontros, Nanda revela à amiga que está grávida do namorado Léo, mas não tem coragem de contar, temendo ser abandonada. Após a recusa do namorado em aceitar sua gravidez, Nanda decide voltar para o Brasil mas é atropelada e levada para o hospital onde trabalha a médica Helena. Grávida de um casal de gêmeos, a moça não resiste e morre, mas antes Helena faz o parto e consegue salvar os bebês. No entanto, uma das crianças, portadora de Síndrome de Down, é rejeitada pela avó da moça, Marta, uma mulher intransigente e amargurada com a vida. A médica decide adotar a criança, Clara. Helena faz da menina a razão de sua existência.
O problema é que Helena terá que enfrentar uma batalha com Olívia, que sabia da gravidez da amiga. Anos depois, com o casamento desgastado com Silvio, Olívia acaba se envolvendo com Léo quando ele retorna ao Brasil e fica descobrindo que tem um filho. O dilema de Helena no decorrer da trama será revelar ou não ao pai da criança que a filha dele está viva e é criada por ela.
A PERSONAGEM
Tonia é uma artista plástica brasileira com grande sucesso no exterior. Prima de Helena, vive pela Europa e pelos Estados Unidos há anos expondo seus trabalhos. Mas nunca expôs no Brasil. Conhece Olívia numa exposição de suas obras em uma galeria em Amsterdã. Logo fica sabendo que Olívia administra um espaço cultural e aceita o convite da marchand para expor suas peças no Brasil. Depois de anos, Tonia volta ao Brasil, onde vai se envolver emocionalmente com Silvio, então marido de Olívia. Após o término do romance com Silvio conhece e se encanta por Tide, pai de Olívia.
CURIOSIDADES
Depois de 26 anos Sônia Braga, volta a atuar em uma novela do início ao fim. A última novela em que a atriz participou integralmente foi Chega Mais, em 1980.
Páginas da Vida contou com cenas gravadas em Amsterdã. A cidade holandesa foi escolhida pela referência artística. A fachada de monumentos arquitetônicos como o Rijks Museum e o Van Gogh Museum serviram de cenário para as gravações iniciais.
A novela trouxe nos capítulos iniciais 17 clipes feitos em campos de refugiados na África. O único ator que aparece nessas imagens é Marcos Paulo. Seu personagem, o infectologista Diogo, tem a função de denunciar o descaso com a Aids. Ao longo da novela, ele fundará ou se associará a uma ONG.
Páginas da Vida termina todos os dias com o depoimento de um personagem real sobre algum tema abordado no capítulo que se encerra. As falas, de até um minuto, abordam assuntos como síndrome de Down, gravidez, Aids, separação, preconceito, sexo, amizade e até traição amorosa.
"Se o capítulo tiver uma história de traição, a gente mostrará o caso de uma mulher que foi traída. Mas será sempre alguém que deu a volta por cima, para o telespectador refletir", disse Jayme Monjardim, o diretor.
O real também marcou uma passagem de tempo. A primeira fase da novela terminou em 21 de setembro de 2001, com imagens dos ataques ao EUA. Por fim, em janeiro, a novela homenageará os 80 anos de Tom Jobim. O compositor terá duas músicas na trilha sonora - Wave, na abertura, e Promessas (Só em Teus Braços), com Nana Caymmi.
Na novela, o chaveiro, a garçonete do cafezinho e o dono da banca de jornal são pessoas reais que exercem as mesmas funções, no Leblon. Pessoas reais, moradoras do bairro, apareçem em cenas da novela com seus verdadeiros nomes, como elas mesmas. O objetivo dessa experiência é reduzir a diferença que existe entre a realidade e a ficção.
Páginas da Vida já iniciou gerando polêmica. Primeiro foi a cena de strip-tease de Ana Paula Arósio no capítulo da lua-de-mel de sua personagem. E explodiu com o depoimento real de uma senhora de 68 anos sobre o orgasmo, no capítulo do sábado do dia 15/07. As palavras escolhidas pela dona de casa de Madureira (Rio de Janeiro) soaram grotescas, chocaram o público e levaram o autor a pedir desculpas nos jornais, na TV e até num programa de rádio. Ela disse que alcançou o prazer pela primeira vez aos 45 anos, numa noite embalada pela música O Côncavo e o Convexo, de Roberto Carlos. "Acordei com as pernas suspensas, com a calcinha na mão e toda babada", afirmou.
Em meio a tantos personagens, confusão e trocas de nomes podem ocorrer. Na primeira fase da novela, o personagem do ator Fernando Eiras se chamava Otávio. Na segunda, o nome foi trocado de Otávio para Rúbens, ganhando inclusive o apelido "Rubinho". Já no site oficial da novela, ele era chamado de Camilo, e depois de Laerte. Atualmente o site contém o nome Rúbens. Bem como a personagem de Xuxa Lopes, que no site estava como Hilda e na novela foi chamada de Belita.
Antônio Calloni pediu para sair da novela, com isso o seu personagem morreu na passagem da primeira para a segunda fase. O motivo alegado pelo ator é que estaria esgotado, emendando um trabalho no outro, e que não se sentia capaz de contribuir 100% com a novela.
Um dos projetos mais arrojados da novela foi a elaboração e construção do espaço AMA, a fictícia Casa de Cultura Amália Martins de Andrade. Sob a coordenação dos cenógrafos Mário Monteiro e Gilson Moura, cem funcionários trabalharam para erguer o prédio numa área de 1400 metros quadrados, aproximadamente, localizado nas cidades cenográficas do Projac. Na trama, a obra que durou três anos, foi concluída pela equipe em um mês. Segundo Mário, a construção, toda feita em estrutura metálica, exigiu o trabalho de uma equipe de engenheiros, que cuidou da fundação do prédio. “É quase um edifício real”, diz Mário, que criou o projeto cenográfico tendo um prédio do Leblon como base. |